IMPERMANÊNCIA, DESAPEGO E AMOR.

Um dia partimos.

Isentos de culpas, por mais que as queiramos manter, inimputáveis a maldições, nus e desprovidos de companhia.

Pelo caminho fomos perdendo ilusões.

Sem elas, podíamos ter ficado mais leves.

Porém, o peso da idealização é uma senda sem fim, e iludirmo-nos parece sempre mais fácil, do que tocar com lucidez, as teclas da verdade que nos habita.

Esticamo-nos em futilidades, pois aprofundar pode ser um bom investimento, mas não assegura retorno imediato.

Queremos fora de nós, o que nem sequer dentro procurámos ainda.

Gastamos as chances e com elas gastamo-nos também.

O “muito” ou o “pouco” que conquistámos, fica.

Amarelece com o tempo, e transforma-se também.

Então, para alguns de nós chega o dia em que epidermicamente percebemos, que foram as “nossas-pequenas-escolhas”, as grandes decisões da nossa Vida.

Estas são as que acolhem em nós a certeza, de que morremos em vida algumas vezes e vivemos mortos outras tantas, relembrando sempre que um dia o nosso corpo morrerá.

Até lá, escancara-nos diariamente com o sopro dos nanossegundos que temos para viver, convidando-nos para a grande aprendizagem que é a IMPERMANÊNCIA, o DESAPEGO e o AMOR!