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	<title>Cristina Leal</title>
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	<description>Psicoterapeuta Somática</description>
	<lastBuildDate>Tue, 29 Jul 2025 19:28:52 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Cristina Leal</title>
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	<item>
		<title>Dependência emocional: uma prisão invisível</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Cristina Leal]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Jul 2025 19:21:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
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					<description><![CDATA[Estar apaixonada pode ser uma experiência maravilhosa. Sentimo-nos vivas, ligadas, com o coração cheio de esperança. Mas quando esse “amor” começa a gerar ansiedade, medo e insegurança, algo precisa ser revisto, pois nem sempre aquilo que sentimos é amor verdadeiro — por vezes, é apenas um reflexo de uma carência profunda, um apego que nos [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Estar apaixonada pode ser uma experiência maravilhosa. Sentimo-nos vivas, ligadas, com o coração cheio de esperança.</p>



<p>Mas quando esse “amor” começa a gerar ansiedade, medo e insegurança, algo precisa ser revisto, pois nem sempre aquilo que sentimos é amor verdadeiro — por vezes, é apenas um reflexo de uma carência profunda, um apego que nos prende mais do que nos eleva.</p>



<p>Já sentiu aquele aperto no peito ao enviar uma mensagem e não obter resposta? Já viveu o ciclo interminável de idas e voltas numa relação que terminou várias vezes?</p>



<p>Se alguma destas situações lhe parece familiar, este texto é para si.</p>



<p><strong>O que é a dependência emocional?</strong></p>



<p>A dependência emocional ocorre quando o seu bem-estar, autoestima e equilíbrio emocional dependem quase exclusivamente da atenção, presença ou aprovação de outra pessoa.</p>



<p>Vive-se com um medo constante de desagradar, sente-se ansiedade quando a resposta da mensagem que enviámos tarda a chegar, alimenta-se, ainda que em silêncio, a ideia de que, se essa pessoa nos deixar, não seremos capazes de continuar a nossa vida de forma saudável e feliz.</p>



<p><strong>Como reconhecer uma relação tóxica ou dependente</strong></p>



<p>Nem sempre é fácil identificar quando um relacionamento ultrapassa os limites saudáveis. Isto acontece, pois, muitas vezes aquilo que vivemos neste tipo de relações é-nos familiar, acabando assim por haver uma certa normalização de certas dinâmicas tóxicas e abusivas. Deixo-vos aqui alguns sinais comuns de dependência emocional, que na minha perspetiva está na base das relações de cariz tóxico e abusivo.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Medo de expressar a sua opinião para evitar conflitos.</li>



<li>Afastamento de amigos e familiares.</li>



<li>Mudanças profundas na sua personalidade ou hábitos para agradar o outro.</li>



<li>Ciclos repetitivos de término e reconciliação dolorosa.</li>



<li>Sentir-se necessária, mas não verdadeiramente amada.</li>
</ul>



<p>Se se revê nestes sinais, talvez seja importante refletir que o amor liberta, não aprisiona e que talvez aquilo que esteja a viver seja sim, uma forma de prisão emocional.</p>



<p><strong>As raízes da dependência emocional</strong></p>



<p>A dependência emocional não surge do nada. Muitas vezes está ligada a experiências de infância marcadas por rejeição, abandono ou negligência emocional — feridas invisíveis que moldam a forma como nos relacionamos.</p>



<p>Nessas experiências, aprendemos (inconscientemente) que o amor precisa ser “merecido” e que temos de nos esforçar intensamente para receber apenas o mínimo. Assim, buscamos nas relações afetivas o que nos faltou: afeto, validação, pertença.</p>



<p><strong>A história de Marta (nome fictício)</strong></p>



<p>A Marta é um exemplo que representa muitas mulheres. Na relação que manteve com Francisco precisava de garantir aquilo que ele chamava de “mínimos olímpicos” – não sair com as amigas ao jantar ou para noitadas, não usar decotes nem pintar as unhas de cores que dessem nas vistas, entre muitas outras coisas. Marta “cumpriu” até não aguentar mais. Afinal, tudo isto era para manter uma relação que, na verdade, já a fazia sofrer. Ela não era amada. Era apenas necessária. Em terapia Marta pode desconstruir as suas idealizações e ver a realidade daquela relação, e essa diferença foi fundamental para compreender o tipo de vínculo em que se encontrava e que não queria mais perpetuar.</p>



<p><strong>Começar a sair da dependência emocional</strong></p>



<p>Ao longo destes anos em que me tenho dedicado ao estudo e aprofundamento deste tema, e que tenho trabalho em mim estes padrões também, mentiria se dissesse que é fácil sair da dependência emocional de um dia para o outro. Não é. Requer processo, mas sim, é possível vivermos relações sem este tipo de dinâmicas.</p>



<p>O primeiro passo para sair de uma relação emocionalmente dependente é reconhecer o padrão e acolher a dor, em vez de a rejeitar. Para isto, a terapia pode ser bastante útil, pois permite-nos conhecer melhor aquilo que nos habita, podendo com consciência ir abrindo espaço para que os nossos desconfortos, sejam aliados e não inimigos.</p>



<p>Uma prática poderosa que gosto particularmente é a de escrevermos uma carta para nós mesmas — falar diretamente com a parte de nós que ainda sofre em silêncio. A cura começa com o reencontro com a nossa essência, no silêncio, no espelho, na escuta daquilo que estamos a sentir. Na autonomia emocional que precisamos de aprender, para que o amor próprio possa surgir finalmente, de mão dada com a autoestima, os limites saudáveis para que possamos voltar a amar-se, mas sem nos encolhermos para caber em lugares que não nos pertencem.</p>



<p>Se este texto ressoou consigo, lembre-se: amor não é apego e não aprisiona — liberta.</p>
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		<title>A Sombra como Oportunidade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Cristina Leal]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Mar 2025 21:52:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Workshops]]></category>
		<category><![CDATA[Webinar]]></category>
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					<description><![CDATA[Ensinam-nos desde muito cedo, que existem em nós “aspectos-inaceitáveis”.

Ensinam-nos também, a importância de não os revelarmos e os sabermos manter fechados, naquele cofre forte que vive dentro de nós. ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Ensinam-nos desde muito cedo, que existem em nós “aspectos-inaceitáveis”.</p>



<p>Ensinam-nos também, a importância de não os revelarmos e os sabermos manter fechados, naquele cofre forte que vive dentro de nós.&nbsp;</p>



<p>Pensamos que este cofre nunca poderá ser aberto, pois contém tudo aquilo que não queremos revelar – ou seja… o nosso LADO SOMBRA.&nbsp;</p>



<p>Não poderíamos estar mais enganadas!</p>



<p>Até termos consciência, desgastamo-nos, trabalhando arduamente para o esconder, de nós mesmas e dos outros.</p>



<p>Ensinam-nos também, a importância de não os revelarmos e os sabermos manter fechados, naquele cofre forte que vive dentro de nós.&nbsp;</p>



<p>Pensamos que este cofre nunca poderá ser aberto, pois contém tudo aquilo que não queremos revelar – ou seja… o nosso LADO SOMBRA.&nbsp;</p>



<p>Não poderíamos estar mais enganadas!</p>



<p>Até termos consciência, desgastamo-nos, trabalhando arduamente para o esconder, de nós mesmas e dos outros.</p>



<p>Esta sombra quando escondida e/ou rejeitada será a nossa prisão, pois quanto mais reprimidos formos, mais escura e densa será a nossa vida.&nbsp;</p>



<p>Na vida tudo é resultado do contraste entre os opostos, que naturalmente se sabem complementares – a dor e o prazer, o baixo e o cima, a luz e a sombra.</p>



<p>Negar uma polaridade compromete drasticamente a outra. &nbsp;</p>



<p>E, como diz Carl Jung, ninguém se ilumina imaginando figuras de luz, mas sim tomando consciência da escuridão. &nbsp; &nbsp;</p>



<p><strong>CONDIÇÕES</strong>: ONLINE&nbsp;</p>



<p><strong>Data: 13 de Junho 2025 &nbsp;</strong></p>



<p><strong>Horário:</strong>&nbsp;20:30 – 21:30</p>



<p><strong>Valor de troca:&nbsp;</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Acesso gratuito</strong> para inscritos na comunidade. Faça o seu registo gratuito <a href="https://cristinaleal.pt/comunidade/" data-type="link" data-id="https://cristinaleal.pt/comunidade/">aqui.</a></li>



<li><strong>10€</strong> restantes&nbsp;</li>
</ul>



<p></p>
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		<item>
		<title>Será Amor ou Dependência?</title>
		<link>https://cristinaleal.pt/sera-amor-ou-dependencia/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Cristina Leal]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Mar 2025 21:49:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Workshops]]></category>
		<category><![CDATA[Webinar]]></category>
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					<description><![CDATA[Confundimos muitas vezes carências, dependências e idealizações com aquilo a que chamamos amor. 

Afinal, de uma ou de outra forma, todos nós precisamos de o aprender.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Confundimos muitas vezes carências, dependências e idealizações com aquilo a que chamamos amor.&nbsp;</p>



<p>Afinal, de uma ou de outra forma, todos nós precisamos de o aprender.</p>



<p>Não, não é amor, quando não conseguimos sair de uma relação que não nos faz bem, uma relação onde sentimos que nos estamos a destruir, mas onde a possibilidade de terminar nos deixa de tal forma angustiados que ainda que inconscientemente insistimos na mesma e cada vez mais vamos perdendo auto-estima e ficando cada vez mais estilhaçados. A dependência emocional é um comportamento aditivo, que como todos os outros, compensa uma falta, um vazio que por ser doloroso demais queremos a todo o custo evitar e onde o abuso regra geral se normaliza.&nbsp;</p>



<p>Quando há dependência, não há amor, mas sim medo. Medo de abandono, de rejeição, medo de se ficar só, medos infantis que nos mantêm aprisionadas.</p>



<p><strong>CONDIÇÕES</strong>: ONLINE (Zoom) </p>



<p><strong>Data: 9 de Maio 2025 </strong></p>



<p><strong>Horário:</strong> 21:00 (abrimos a sala pelas 20:50)</p>



<p><strong>Valor de troca:</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>10€ </strong>para inscritos na Comunidade Raízes. Faça a sua inscrição na comunidade <a href="https://cristinaleal.pt/comunidade/" data-type="page" data-id="3296">aqui.</a></li>



<li><strong>15€</strong> restantes </li>
</ul>



<p></p>



<p></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Mulheres que Correm com os Lobos</title>
		<link>https://cristinaleal.pt/grupo-de-aprofundamento-mulheres-que-correm-com-os-lobos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Cristina Leal]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Mar 2025 13:18:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Workshops]]></category>
		<category><![CDATA[Grupo de Aprofundamento]]></category>
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					<description><![CDATA[Inspirado no clássico de Clarissa Pinkola Estés, este grupo é um espaço de reflexão, partilha e crescimento, onde mergulharemos nas narrativas do livro para explorar o feminino selvagem, os desafios internos e a reconexão com nossa essência instintiva.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Inspirado no clássico de Clarissa Pinkola Estés, este grupo é um espaço de reflexão,&nbsp;partilha&nbsp;e&nbsp;crescimento, onde mergulharemos nas narrativas do livro para explorar o feminino selvagem, os desafios internos e a reconexão com nossa essência instintiva.</p>



<p>Juntas iremos viajar nas histórias e arquétipos femininos que ecoam na alma coletiva de todas as mulheres.</p>



<p><strong>Cada encontro será uma oportunidade de:</strong><strong><br></strong>🌿&nbsp;Explorar os contos e arquétipos apresentados no livro.<br>🌿&nbsp;Refletir sobre como essas histórias se conectam com a sua vida.<br>🌿&nbsp;Partilhar&nbsp;experiências e aprendizagens num círculo seguro e acolhedor.<br>🌿&nbsp;Resgatar a sua força criativa, intuitiva e autêntica.</p>



<p><strong>A q</strong><strong>uem&nbsp;</strong><strong>se destina</strong>:&nbsp;A mulheres de todas as idades interessadas em&nbsp;saber mais sobre si mesmas e sobre a&nbsp;sua natureza mais profunda.&nbsp;Não é necessário terem lido o livro, mas é sugerido tê-lo consigo durante os encontros para que possa acompanhar melhor.&nbsp;</p>



<p>Inscreva-se e comece esta&nbsp;jornada&nbsp;connosco!&nbsp;</p>



<p><strong>Periodicidade: Mensal</strong></p>



<p><strong>Datas previstas:&nbsp;</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>16 de Maio: Introdução ao Feminino Selvagem e ao Conceito de &#8220;La Loba&#8221; &nbsp;</strong>| <strong>Tema:</strong> Reconexão com a essência selvagem e o ciclo vida/morte/renascimento</li>



<li><strong>13 de Junho: </strong>Barba Azul- Intuição como Proteção | <strong>Tema:</strong> Identificar sinais de alerta e confiar na intuição.</li>



<li><strong>11 de Julho: </strong>Vassilissa, a Sábia – Desenvolvimento da Intuição&nbsp;| <strong>Tema:</strong> Amadurecimento e coragem de seguir a sabedoria interna.</li>



<li><strong>8 de Agosto: </strong>O Patinho Feio – Pertencimento e Singularidade Julho&nbsp;| <strong>Tema:</strong> A busca por um lugar de aceitação.</li>



<li><strong>12</strong> <strong>de Setembro:</strong>&nbsp; Pele de Foca – Retorno à Essência&nbsp;| <strong>Tema:</strong> Reconexão com a alma e resgate da energia vital.&nbsp;</li>



<li><strong>10 de Outubro:&nbsp; A Mulher Esqueleto – Transformação pelo Amor Verdadeiro</strong> | <strong>Tema:</strong> A intimidade e os desafios do amor profundo.</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>7 de Novembro: Os Sapatos Vermelhos – Compulsão e Liberdade&nbsp;</strong>| <strong>Tema:</strong> Como o desequilíbrio afasta a autenticidade.</li>



<li><strong>5 de Dezembro:&nbsp; A Menina dos Fósforos – Autocuidado&nbsp;</strong> | <strong>Tema:</strong> Limites emocionais e prevenção do esgotamento.</li>
</ul>



<p></p>



<p></p>



<p><strong>Valor de troca: </strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>15€ </strong>para inscritas na comunidade. Faça a sua inscrição na comunidade <a href="https://cristinaleal.pt/comunidade/" data-type="link" data-id="https://cristinaleal.pt/comunidade/">aqui.</a></li>



<li><strong>20€ </strong>restantes</li>
</ul>



<p></p>
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			</item>
		<item>
		<title>&#8220;A Noite escura da Alma&#8221;</title>
		<link>https://cristinaleal.pt/a-noite-escura-da-alma/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Cristina Leal]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Mar 2025 15:40:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Workshops]]></category>
		<category><![CDATA[Webinar]]></category>
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					<description><![CDATA[A "Noite Escura da Alma" é uma metáfora cujo significado se refere a um período espiritual onde a pessoa sente uma profunda desconexão de si mesma e de tudo aquilo que anteriormente lhe dava sentido à vida. ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A &#8220;Noite Escura da Alma&#8221; é uma metáfora cujo significado se refere a um período espiritual onde a pessoa sente uma profunda desconexão de si mesma e de tudo aquilo que anteriormente lhe dava sentido à vida. </p>



<p>Com origem nos escritos do místico e poeta São João da Cruz, esta é uma travessia onde as certezas desaparecem e a alma é lançada para um vazio, onde se experimenta angústia, duvida e desorientação. São João da Cruz afirma que essa experiência não é permanente. É uma travessia dolorosa, mas que resulta em iluminação, paz interior e uma conexão mais profunda com o divino (ou consigo mesmo). Após a &#8220;noite&#8221;, a alma emerge renovada, mais forte e com uma clareza espiritual maior.</p>



<p><strong>CONDIÇÕES</strong>: ONLINE&nbsp;</p>



<p><strong>Data:&nbsp;</strong><strong>11 de Abril 2025</strong></p>



<p><strong>Horário:</strong> 20:30 &#8211; 21:30</p>



<p><strong>Valor de troca:&nbsp;</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>10€</strong> para inscritos na comunidade. Faça a sua inscrição na comunidade <a href="https://cristinaleal.pt/comunidade/" data-type="link" data-id="https://cristinaleal.pt/comunidade/">aqui.</a></li>



<li><strong>15€</strong> restantes&nbsp;</li>
</ul>



<p></p>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Curar Vínculos Traumáticos para Viver Relações Saudáveis</title>
		<link>https://cristinaleal.pt/curar-vinculos-traumaticos-para-viver-relacoes-saudaveis/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Cristina Leal]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Mar 2025 15:03:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Workshops]]></category>
		<category><![CDATA[Workshop]]></category>
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					<description><![CDATA[O que nos mantém em relações onde toleramos o intolerável, e apesar de sabermos isto, parece-nos difícil e até quase impossível sair das mesmas? 

O sofrimento e a intensidade do abuso vai aumentando, o que “estranhamente” parece potenciar mais e mais o que nos liga àquela pessoa.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O que nos mantém em relações onde toleramos o intolerável, e apesar de sabermos isto, parece-nos difícil e até quase impossível sair das mesmas?&nbsp;</p>



<p>O sofrimento e a intensidade do abuso vai aumentando, o que “estranhamente” parece potenciar mais e mais o que nos liga àquela pessoa.&nbsp;</p>



<p>Gostaremos nós de sofrer? Eis a pergunta que muitos fazem por desconhecimento das raízes verdadeiras deste tipo de vínculo.</p>



<p>Neste workshop, iremos explorar dinâmicas internas, através de modelos que visam a prática somática e a psico-educação, que nos permitirão interromper e curar este tipo de vínculo, aprendendo assim a estabelecer relações saudáveis.</p>



<p>Para saber mais informações, preencha o formulário.</p>



<p>PRESENCIAL (Carcavelos) | <strong>Próxima data: 7 de Junho 2025</strong></p>



<p>ON LINE | <strong>Próxima data: 21 de Junho 2025&nbsp;</strong></p>



<p><strong>Horário:&nbsp;</strong>10:00-13:00 | 14:30- 18:00 (com intervalos)&nbsp; &nbsp; &nbsp;</p>



<p><strong>Máx: 8 a 10 pessoas</strong></p>



<p><strong>Valor de troca:&nbsp;</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>60€</strong> para membros da <a href="https://cristinaleal.pt/comunidade/" data-type="page" data-id="3296">comunidade</a> ou que estão em processo terapêutico, comigo.</li>



<li><strong>75€</strong> restantes</li>
</ul>



<p></p>
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			</item>
		<item>
		<title>EM CADA MULHER MAL-AMADA, HÁ UMA MULHER QUE NÃO SE AMA.</title>
		<link>https://cristinaleal.pt/em-cada-mulher-mal-amada-ha-uma-mulher-que-nao-se-ama/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Cristina Leal]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Feb 2025 18:00:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[Impregnada de pureza, beleza e sacralidade, a flor de lótus, desenvolve-se em águas lodosas, o que não deixa de conter em si, um certo mistério, que metaforicamente podíamos equiparar ao desamor, aos custos daí resultantes, mas também para a beleza que advém da cura, da consciência e da transformação inerentes à coragem de aceitarmos mergulhar [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Impregnada de pureza, beleza e sacralidade, a flor de lótus, desenvolve-se em águas lodosas, o que não deixa de conter em si, um certo mistério, que metaforicamente podíamos equiparar ao desamor, aos custos daí resultantes, mas também para a beleza que advém da cura, da consciência e da transformação inerentes à coragem de aceitarmos mergulhar em pântanos profundos, mesmo quando desconhecemos que poderemos “vir-a-ser-como-flores-de-lótus”.</p>
<p>Tudo na vida tem um preço, um custo. Tudo é sistémico e nada é fora de nada, não existindo erros nas nossas ações, apenas resultados.</p>
<p>Vivi na minha própria pele e pude sentir na pele de outras mulheres estes mesmos resultados. Alguns, um pouco tímidos, escondidos, envergonhados, outros porem tatuados até à epiderme de forma bem visível, repletos de efeitos colaterais e incapazes de voltar a fertilizar qualquer tipo de relação.</p>
<p>Na verdade, são muitos e variados os custos de se ser mal-amada.</p>
<p>Acredito, que se tivéssemos mais consciência disto, estaríamos mais receptivas a olhar para dentro de nós, a fazer terapia sem desculpas, nem vergonhas, o que contribuiria certamente para uma drástica redução de ansiolíticos, antidepressivos e indutores de sono.</p>
<p>Isto, porque entre muitas outras coisas, permitimo-nos ser mal-amadas porque não nos sabemos amar, ponto final.</p>
<p>De outra forma, o que nos levaria a manter uma relação, com alguém que nos considera descartáveis? Ou com alguém cujos sentimentos oscilam vertiginosamente entre o “amor” e o ódio?</p>
<p>Porque entregamos o nosso coração a quem o despreza e nos mostra que não o sabe honrar? O que nos leva a deixarmo-nos abusar vezes sem conta, negando os abusos em prol de um amor que nos fere, mas que queremos a todo o custo manter?</p>
<p>Se uma relação saudável, nos deixa mais saudáveis, porque escolhemos tantas vezes adoecer em relações sombrias, sujas e desprovidas de dignidade?</p>
<p>Atrevo-me a acreditar que, muitas de nós já fizeram estas perguntas a si mesmas. Ao longo do meu caminho, têm-me acompanhado, e tem sido através delas que tenho visitado alguns dos meus recantos.</p>
<p>Quanto às respostas, poderão existir tantas, como pessoas a coloca-las, principalmente quando se sentem enredadas vezes sem conta na teia do desamor. Uma coisa é certa, (e dela não tenho qualquer sombra de dúvida), em cada mulher mal-amada, existe uma mulher que não se ama a si mesma.</p>
<p>Em cada mulher mal-amada, existe uma mulher empenhada em esgotar-se em infinitas possibilidades, de que a relação com quem ama, seja bem-sucedida, aconteça o que acontecer.</p>
<p>Quando digo aconteça o que acontecer, refiro-me literalmente a, aconteça o que acontecer, mesmo.</p>
<p>Tenho conhecido mulheres lindas, repletas de brilho, com carreiras de sucesso, vidas estruturadas, que mais parecem artistas de circo, no que diz respeito às suas vidas (des)amorosas.</p>
<p>Algumas, equilibristas em cordas já secas, que rangem a cada passo dado. Cordas de onde já caíram inúmeras vezes, mas que insistem em continuar a atravessar. Outras, contorcionistas, contorcendo a sua alma, na esperança de que aquele que amam, lhes dê nem que seja uma pequena migalha de atenção.</p>
<p>Outras ainda, trapezistas, no trapézio da ilusão. Voando com empenho em direcção ao ser amado, que já mostrou inúmeras vezes, que não pretende com elas voar, mas que ainda assim, balbucia do outro lado do trapézio, que as ama muito, contrariando as palavras proferidas, com a sua própria ação, pois consegue fazer tudo, rigorosamente tudo, para que os baloiços de ambos, se desencontrem sempre.</p>
<p>Também eu, faço parte deste clã.</p>
<p>Com a vida, fui aprendendo a curar a “artista-de-circo”, que em mim ainda habita.</p>
<p>Tal como muitas de nós, quando me balancei nestes trapézios, acabei muitas vezes por cair na rede que Deus (na forma como eu O concebo), me colocava por baixo, outras, porém, talvez porque precisasse mesmo de cair, me estatelei no chão, esborrachei o nariz, perdendo o faro e bastante dorida, insistia. Voltava a subir a escada daquele trapézio, iniciando assim o próximo voo, que acreditava sempre ser diferente.</p>
<p>Como poderia ser “diferente” se eu estava “igual” e me mantinha ali?</p>
<p>Fazia do desamor o meu sofrimento diário, mas não percebia que assim era.</p>
<p>Como para muitas de nós, os custos da minha “credulidade-e-ignorância-amorosa” e da minha falta de amor próprio foram substanciais.</p>
<p>Gastei lágrimas em domicílios inóspitos, que nem o meu olhar mereciam.</p>
<p>Troquei prioridades, infernizei a minha paz com dramas desmesurados, consumi toxicidade, deixei-me sugar, suguei, rompi, gritei, fugi, insisti, chorei, voltei, rebolei, não dormi… tudo sem perceber que era a mim mesma que estava a fazer mal.</p>
<p>Percebi os custos de tudo isto, quando o cartão de crédito sediado no meu coração, que eu pensava ter não ter limites de gastos, me levou até às urgências, após uma situação em que não consegui mais aguentar a pressão de uma (des)conversa a dois, onde finalmente precisei admitir que o meu limite tinha sido largamente ultrapassado. Na verdade, foi o meu corpo que me revelou essa linha vermelha, levando-me de ambulância para o hospital, onde após vários exames, me foi dito:</p>
<p><em>&#8211; Nestas análises, há aqui um resultado meio estranho, que acusa qualquer coisa…a melhor maneira de lhe explicar é…imagine que é, como se o seu coração estivesse em esforço, mais esforço do que aguenta, entende?</em></p>
<p>Não sabe aquela médica o quanto a entendi.</p>
<p>Os custos de não me amar, de não me respeitar, estavam à vista.</p>
<p>Estes custos vieram também sob a forma de gastrite, refluxo, dificuldade em fazer as digestões, insónias, análises de sangue alteradíssimas, anemia, diagnóstico de fibromialgia, enfim, aquilo que o meu corpo reclamava ter sido excessivo e que precisei de aprender a viver de forma mais integrativa, percebendo na prática, aquela frase que diz, o corpo fala, aquilo que muitas vezes a boca cala.</p>
<p>Precisei assumir que os custos de ser mal-amada, não eram exclusivamente responsabilidade do outro, pois tinha sido eu, com a carência que me habita, misturada com os meus padrões, que tinha permitido e normalizado o abuso, como se tolerá-lo fosse sinónimo de ser amada.</p>
<p>Como a vida requer escolhas, nessa altura estava numa relação com um homem encobertamente narcisista, passivo-agressivo, em que os abusos eram tão subtis e perversos que eu própria ficava confusa em perceber se certas coisas que se passavam eram mesmo assim, e apesar da minha intuição me sussurrar vezes sem conta que ele mentia, triangulava, castigava, e me usava de várias formas, incluindo a financeira, eu conseguia sempre desculpar e justificar tudo em prol de ficar com ele, acreditando mais nas suas palavras de “amor”, do que nos seus atos de horror.</p>
<p>Nesta altura em que o meu corpo não aguentou mais, tive de mesmo escolher entre:</p>
<p>&#8211; Continuar a culpá-lo pela minha triste, amarga e solitária realidade, protelando os meus padrões co dependentes, o meu medo de abandono, continuando a permitir-me ser usada, assumindo responsabilidades que a ele pertenciam, e recebendo umas migalhinhas que “gentilmente” oferecia quando queria alguma coisa de mim.</p>
<p>&#8211; Ou terminar a relação, virando o modelo de pernas para o ar, romper estes padrões nocivos e esqueléticos, cujos custos eu não tinha mais créditos para aguentar.</p>
<p>E, apesar da dor profunda que senti, foi isso que fiz.</p>
<p>Confesso que hoje ainda vivem em mim algumas tentações de não me amar. Sendo honesta, acredito que viverão sempre. A diferença é que conheço bem os benefícios do amor e os custos do desamor.</p>
<p>Por isso, um dia de cada vez, vou optando por aquilo que me faz melhor, que me acrescenta, que me deixa ser quem sou, sem vergonha ou medo, de não ser aquilo que o outro precisa que eu seja.</p>
<p>A cura é um processo, não uma poção mágica.</p>
<p>Requer paciência, verdade, alquimia e muito, mas muito carinho e compaixão por nós mesmas!</p>
<p>EXCERTO DO TEXTO PUBLICADO NO LIVRO &#8220;PORQUE AMAMOS PESSOAS QUE NOS MAGOAM?&#8221;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>VARRER A VIDA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Cristina Leal]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jan 2025 11:17:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[Quando o calendário marca a chegada de um novo ano, é natural que as reflexões nos invadam. O que ganhámos? O que perdemos? O que deixámos ir? O que ainda carregamos, mesmo sem querer? O que desejamos, mas ainda não alcançámos? Assim se tece uma rede de pensamentos sobre o que foi e o que [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Quando o calendário marca a chegada de um novo ano, é natural que as reflexões nos invadam.</p>
<p>O que ganhámos? O que perdemos? O que deixámos ir? O que ainda carregamos, mesmo sem querer? O que desejamos, mas ainda não alcançámos? Assim se tece uma rede de pensamentos sobre o que foi e o que poderá ser.</p>
<p>Mas, muitas vezes, esquecemo-nos de que as verdadeiras mudanças não acontecem no calendário adormecido na nossa secretária, mas sim dentro de nós. Algo precisa de terminar para que algo novo possa começar. Para isso, é essencial olhar com atenção para os recantos mais profundos de nós mesmos, onde, ao longo dos anos, fomos acumulando pequenos “lixos” que exigem coragem para serem varridos.</p>
<p>A varredura é um gesto ancestral, quase sagrado.</p>
<p>Lembro-me, por exemplo, de quando estive na Índia e observei frequentemente mulheres de cócoras, com pequenas vassouras, a cuidar das entradas das suas casas, zelando para que o lixo não se acumulasse.</p>
<p>De tempos a tempos, também a nossa vida precisa de ser varrida e arejada. É necessário deixar ir o pó que ficou preso nas nossas crenças e abrir espaço para novas memórias, numa casa interna mais limpa e pronta para o crescimento. De que serve varrer o lixo para debaixo do tapete, se mais cedo ou mais tarde teremos de o levantar?</p>
<p>Fica, então, a questão: o que precisas de varrer na, e da, tua vida?</p>
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		<title>A FORÇA DA SOMBRA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Cristina Leal]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 May 2024 16:22:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[Fragilizarmos a nossa fragilidade deixa-nos demasiado expostos ao vento forte da nossa existência. Tememos que o mesmo se torne incontrolável e nos arraste para tornados impossíveis de gerir. No entanto, esta será sempre uma inevitabilidade, uma realidade do caminho, onde as águas nos obrigam a diluir o que já não nos pertence (quem sabe nunca [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Fragilizarmos a nossa fragilidade deixa-nos demasiado expostos ao vento forte da nossa existência. Tememos que o mesmo se torne incontrolável e nos arraste para tornados impossíveis de gerir.</p>
<p>No entanto, esta será sempre uma inevitabilidade, uma realidade do caminho, onde as águas nos obrigam a diluir o que já não nos pertence (quem sabe nunca antes pertenceu) e é nas profundezas que esta diluição aos poucos vai acontecendo, mesmo quando o oxigénio parece escassear e queremos a todo o custo vir à superfície para ver finalmente a luz.</p>
<p>Mas, haverá nascimento sem gestação?</p>
<p>Haverá gestação que não seja feita no escuro?</p>
<p>É nesse escuro, que perdidos nos encontraremos um dia.</p>
<p>Porém é lá também, que, uma vez encontrados, nos voltaremos a perder.</p>
<p>A impermanente e eterna ciclicidade da vida, o tema central de toda uma existência.</p>
<p>Nestes períodos de fragilidade a nossa sombra emerge.</p>
<p>Vinda das mais abissais profundezas, desconhecemo-la, querendo a todo o custo evitá-la.</p>
<p>Opomo-nos a ela, acreditando que a podemos vencer, esquecendo-nos de que, não é essa a sua função.</p>
<p>Na verdade, a sombra só existe onde existe luz.</p>
<p>Se repararmos, quando a luz encontra algum obstáculo no caminho, é impedida de prosseguir, então para continuar contorna ao redor esse mesmo obstáculo e é isso que produz uma área sem luz, a que comummente chamamos sombra.</p>
<p>Assim é, fora de nós, assim é dentro também.</p>
<p>Com a sua chegada, o nosso formato (des)formata-se e feridas outrora existentes e ainda não saradas, abrem-se dentro de nós como fendas numa parede.</p>
<p>Confusas não percebemos se &#8211; o tempo cura as feridas, ou se por outro lado tem o poder de ferir as curas.</p>
<p>Seja como for, até lhe percebermos a cor é duro dar-lhe as boas vindas.</p>
<p>Quando conseguimos fazê-lo e rendermo-nos aos seus ensinamentos, algo se move profundamente dentro de nós.</p>
<p>Finalmente podemos lapidar as nossas arestas e aprender valiosas lições escondidas nos seus recantos.</p>
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		<title>NÃO TEMO O TEMPO</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Cristina Leal]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 09 Dec 2023 19:14:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[Não temo o tempo. Aquele tempo que me trespassa a pele, e me relembra quantas ilusões precisei perder, para hoje aqui chegar. Não temo o tempo. Atravesso-o como posso, nem sempre triste, nem sempre feliz. A vida é tempo que passa, Como é também AMOR que fica.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Não temo o tempo.</p>
<p>Aquele tempo que me trespassa a pele,</p>
<p>e me relembra quantas ilusões precisei perder,</p>
<p>para hoje aqui chegar.</p>
<p>Não temo o tempo.</p>
<p>Atravesso-o como posso,</p>
<p>nem sempre triste,</p>
<p>nem sempre feliz.</p>
<p>A vida é tempo que passa,</p>
<p>Como é também AMOR que fica.</p>
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